Jan-17-10

Visita de Estudo 16/Dezembro – 8º Ano

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No dia 16 de Dezembro de 2009, as turmas de oitavo ano, no âmbito da disciplina de História, participaram numa visita de estudo articulada entre o Mosteiro dos Jerónimos e uma réplica de uma Caravela quinhentista.

A Visita de Estudo à caravela inseriu-se no projecto “Na Rota dos Descobrimentos Portugueses”. A entidade que proporcionou a visita guiada à embarcação denomina-se Instituto Sócio-Cultural de Educação (ISCEL) e “privilegia o espaço da Caravela, como um dos mais apropriados para a consolidação das aprendizagens curriculares inerentes à temática dos descobrimentos portugueses. A visita de estudo foi orientada por um técnico licenciado em História, com métodos de interacção com os alunos e de envolvimento em actividades diversificadas. O Programa da Visita de Estudo contemplou:
A vivência a bordo do navio nos séculos XV e XVI;
O manejamento dos instrumentos náuticos, nomeadamente a bússola, quadrante e o astrolábio;
A observação e contacto com as especiarias provenientes do Oriente;
A realização de História ao Vivo “O quotidiano palaciano da Corte do Rei Dom Manuel I” através da apresentação de uma peça de teatro representada pelos próprios”.

Após a saída do Porto de Alcântara, os alunos visitaram o Mosteiro dos Jerónimos frequentemente conhecido como a ‘jóia’ do estilo Manuelino. A professora Maria José Fernandes orientou as visitas das três turmas, que puderam consolidar os conhecimentos sobre este estilo artístico português, através de uma visita ao exterior e às dependências principais. Os alunos puderam igualmente compreender que este estilo combina elementos arquitectónicos dos períodos Gótico e Renascentista, juntando-os a uma simbologia real e naturalista, que o tornam verdadeiramente único.

O Mosteiro foi mandado construir em 1501, pelo rei D. Manuel I que pediu à Santa Sé autorização para erigir um grande mosteiro à entrada de Lisboa, perto das margens do rio Tejo. As obras só terminaram quase um século depois. D. Manuel I e os seus descendentes foram enterrados em túmulos de mármore situados na capela-mor da Igreja e capelas laterais do transepto.
“A dedicação do mosteiro à Virgem de Belém foi outro factor que influenciou a decisão régia. O Mosteiro dos Jerónimos veio substituir a igreja que invocava Santa Maria de Belém, onde os monges da Ordem de Cristo davam assistência aos muitos marinheiros que por ali passavam. Por esta razão, D. Manuel I escolheu os monges da Ordem de S. Jerónimo, cujas funções eram rezar pela alma do rei e dar apoio espiritual aos que partiram da Praia do Restelo à descoberta de novas terras”.

Em 1907 foi declarado Monumento Nacional e em 1984 foi classificado “Património Cultural de toda a Humanidade”pela Unesco.
Procurámos, com a organização desta actividade, ajudar os alunos através de vivências histórico-práticas a consolidar conhecimentos teóricos adquiridos em contexto de sala de aula permitindo-lhes dominar melhor as matérias relacionadas, com a expansão portuguesa dos séculos XV e XVI, despertar nos alunos o gosto pela História de Portugal e conjugar tradição e inovação numa oferta cultural de contributo para novas formas de cidadania. Esperamos ter sido bem sucedidos.

Os professores de História

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Nov-30-09

Palácio de Queluz – Visita de Estudo

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23 de Novembro de 2009

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As nossas turmas A, B, C e D do 6º Ano do Colégio do Amor de Deus de Cascais, no âmbito da disciplina de História e Geografia de Portugal, fizeram uma visita de estudo ao Palácio de Queluz, em Sintra.
A visita incluiu o recurso a animação histórica e o envolvimento dos participantes numa viagem de exploração orientada aos espaços do paço, sobre o quotidiano, hábitos de lazer e festa do passado setecentista.

O Departamento de Educação do Palácio Nacional de Queluz recebeu os nossos alunos pelas 15 horas, proporcionando-lhes a interpretação do edifício, das colecções e dos jardins através da oferta de uma das opções de um diversificado programa de actividades dirigido aos interesses de conhecimento, lúdicos e expressivos dos visitantes, seja em contexto didáctico, seja em contexto de festa e lazer.
De acordo com os objectivos definidos pelos professores responsáveis, Elsa Freitas, Paulo Carvalho e Rita Dias, os alunos foram colocados perante realidades concretas e práticas, onde foram intervenientes especialmente activos na compreensão do quotidiano da corte dos séculos XVIII.
Durante a visita aos espaços mais importantes, a sensibilidade estética dos alunos foi confrontada com algumas características do estilo Rococó (Barroco Final) e Neoclassicismo português do edíficio e do seu espólio, e foram exploradas as texturas e conhecidas as histórias que muitas vezes acompanham as obras de arte.
No Palácio os alunos acompanharam e corresponderam, de forma activa e interessada, às explicações e aos desafios colocados pelos quatro guias da visita que contextualizaram o edifício e as obras.

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Recriação histórica

Numa tentativa de complementar o que já se tinha abordado em aula sobre o monumento, os alunos puderam conhecer que este espaço deve a sua passagem a Palácio ao Infante D. Pedro ( viria a ser D. Pedro III), segundo filho de D. João V e de D. Mariana de Áustria, e irmão do Rei D. José I.
O Palácio de Queluz passou a ser residência de Verão da Família Real
na segunda metade do século XVIII e até ao início do século XX.
Foi deste Palácio que saiu a Família Real com destino ao Brasil, aquando das Invasões Francesas
A primeira fase de reconstrução e ampliação da velha residência seiscentista coincidiu com o anúncio do casamento de D. Pedro com a sobrinha, futura Rainha D. Maria I, tornando-se por isso necessário ampliar e adaptar a “casa de campo” a Palácio Real.
Entre outros, o arquitecto convidado para esta tarefa foi o francês Jean-Baptiste Robilion que se ocupou da decoração dos mais nobres espaços; Sala do Trono, sala da Música e sala dos Embaixadores.
Ampliou o projecto inicial criando a ala poente o pavilhão Robillion e a escadaria dos Leões (em cima à esquerda),com uma solução que parece saida de uma encenação, não foi mais que uma solução para resolver o problema do desnível entre os jardins superiores “à francesa” que rodeiam o Palácio e a “quinta” zona de pomar de citrinos que ainda hoje é visível.
Os jardins do Palácio Nacional de Queluz abrangem cerca de dezasseis hectares da antiga Real Quinta de Queluz e formam uma unidade com o edifício, cujas fachadas principais se desenvolvem sobre os jardins. A estatuária, que pontua os eixos principais, é aqui um elemento constante e a mitologia clássica a principal inspiração.

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Sala do Trono com vista para o Jardim de Malta

Professores: Elsa Freitas, Paulo Carvalho e Rita Dias
Netografia: www.pnqueluz.imc-ip.pt

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